Neste 28 de junho, celebramos o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, uma data que nos faz refletir sobre a importância do respeito, da diversidade e da inclusão em todos os espaços da sociedade.
A paleontologia, uma ciência que estuda a vida e sua história evolutiva, nos ensina que a diversidade é fundamental para sua própria existência. Assim como a biodiversidade fortalece os ecossistemas, a diversidade de gêneros e identidades fortalece o pensamento científico, trazendo diferentes perspectivas, vivências e questionamentos que enriquecem nossa paleontologia nacional. Uma comunidade científica diversa tende a ser mais criativa, crítica e capaz de avançar.
Infelizmente, o Brasil ainda ocupa posições alarmantes quando o assunto é violência contra a população LGBTQIAPN+. O país registrou 257 mortes violentas de pessoas da comunidade LGBT+ em 2025, sendo uma morte a cada 34 horas. Em 2024, foram 291 mortes, uma a cada 30 horas. O Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de pessoas LGBT+, à frente de países como México e Estados Unidos.
Em 2019, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a homofobia e a transfobia se enquadram nos crimes previstos pela Lei nº 7.716/1989, até que o Congresso Nacional edite legislação autônoma sobre o tema. Assim, atos de discriminação ou preconceito motivados por orientação sexual ou identidade de gênero são criminalizados como racismo.
A Sociedade Brasileira de Paleontologia, como instituição comprometida com o conhecimento e com a formação de cidadãos críticos, tem o dever de acolher e respeitar a diversidade em todas as suas formas. Que possamos, neste Dia do Orgulho, reafirmar nosso compromisso com uma ciência mais inclusiva, humana e transformadora.
Saudações Paleontológicas.







