PALEONTOLOGIA E MEMÓRIA: EXPOSIÇÕES DE PALEONTOLOGIA DO MUSEU NACIONAL/UFRJ PRÉ-INCÊNDIO

Autores/as

Palabras clave:

Exposições, Museu Nacional UFRJ, Paleontologia, Brasil

Resumen

Museus são instituições a serviço da sociedade e seu desenvolvimento, abertas ao público e que adquirem, conservam, investigam, difundem e expõem os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e bem-estar da sociedade. O Museu Nacional (MN) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), neste contexto, se apresenta como uma das instituições brasileiras mais relevantes “no que tange à guarda, em suas coleções, de objetos de diferentes períodos históricos destacando-se uma rica coleção paleontológica com fósseis nacionais e internacionais. O passado histórico desta instituição demonstra sua importância na divulgação e popularização da ciência e, especificamente, da paleontologia brasileira, ao grande público. Com o objetivo de resgatar o histórico das exposições de paleontologia desta instituição, foi levantada a documentação histórica, além de entrevistas com cientistas e funcionários do MN/UFRJ. Foi possível traçar importantes alterações na maneira de apresentar a ciência paleontológica ao grande público, através da modernização das exposições. Elementos mais modernos, cientificamente acurados e atraentes aos olhos dos visitantes, marcaram um novo patamar em exposições de paleontologia no Brasil. A aproximação da sociedade possibilita maiores investimentos e além de atrair futuros pesquisadores.

Biografía del autor/a

Roberta Veronese do Amaral, UERJ

Doutora em Ciências Biológicas/Zoologia, ênfase em Paleontologia, pelo Museu Nacional/ Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em Biodiversidade e Biologia Evolutiva pelo Instituto de Biologia UFRJ. Licenciada em Ciências Biológicas pela UFRJ. Atuação nos projetos Morfologia Endocranial de Crocodiliformes Fosseis, Dinossauros Digitais: Digitalização, Modelagem Tridimensional, Edição Virtual e Prototipagem Física para Reconstrução de Vertebrados Fósseis, Coleção de Paleontologia de Vertebrados do DGP/Museu Nacional: Armazenamento e Digitalização do Acervo, Dinossauros Digitais: Uso de Ferramentas Digitais no Estudo de Vertebrados Fósseis, Tecnologias Digitais Tridimensionais aplicadas ao estudo de Vertebrados Fósseis e recentes. Atuação como docente na Faculdade de Ciências Biológicas e Saúde da UERJ-ZO (de 2022 até 2024), disciplinas de Zoologia (Biologia Animal 1 e 2, Parasitologia, Biotecnologia Animal). Atuou como tutor presencial da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do RJ, também como professor colaborador na disciplina Paleopatologia na Pós-Graduação do Museu Nacional - UFRJ. Pós-doutorado no IBRAG /UERJ, no laboratório de Sistemática e Biogeografia, sob orientação da Dra Valéria Gallo. Atuação na área de Zoologia, com ênfase em Paleozoologia, atuando principalmente no uso de Tomografia Computadorizada de Alta Resolução e tecnologias tridimensionais na área de: paleontologia, paleoneurologia, paleozoologia e zoologia.

Luciana Barbosa de Carvalho, Museu Nacional – UFRJ, Departamento de Geologia e Paleontologia

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Gama Filho (1993), Mestre em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996) e Doutora em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007). Atualmente é pesquisadora em Paleontologia do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional/UFRJ, orientadora e professora do Curso de Pós-graduação (lato sensu) em Geologia do Quaternário do Museu Nacional/UFRJ e do Programa de Pós-graduação em Geociências - Patrimônio Geopaleontológico do Museu Nacional/UFRJ. Co-fundadora do Programa de Pós-graduação em Geociências - Patrimônio Geopaleontológico. Atua na curadoria da Coleção de Paleovertebrados do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional/UFRJ. Possui experiência na elaboração e execução de exposições por ter participado da organização das seguintes exposições ocorridas no Museu Nacional: No Tempo dos Dinossauros (1999), Em Busca dos Dinossauros (2003), Maxakalisaurus topai (2006), Dinossauros no Sertão (2009), Um Tiranossauro no Museu Nacional (2010), além de várias outras exposições temporárias em feiras e eventos internos e externos ao Museu Nacional. A experiência na divulgação científica e popularização da Paleontologia decorre também da atuação na produção de documentários em vídeos, livros e atendimento ao público através da visita guiada na exposição do Museu Nacional, coordenação do Projeto Meninas com Ciência e palestras em instituições de ensino. Possui experiência em coordenação de pós-graduação lato sensu e stricto sensu. Atualmente é vice-coordenadora do Núcleo de Resgate de Acervos Científicos do Museu Nacional atuando no salvamento das coleções científicas desta instituição após o incêndio em 2018, adquirindo experiência em gestão de crise. Tem experiência na área de Paleozoologia, atuando principalmente nas seguintes linhas de pesquisa: Paleoneurologia, histologia e ultraestrutura em ovos e dentes de vertebrados fósseis e pesquisa histórica sobre a Coleção de Paleovertebrados.

Rodrigo Lima Veloso, Museu Nacional – UFRJ, Departamento de Geologia e Paleontologia

Graduado em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos (2014), Especialista em Geologia do Quaternário no Museu Nacional/UFRJ (2018) e Mestre em Geociências (Patrimônio Geopaleontológico) pelo Museu Nacional/UFRJ (2021). Tem experiência com com curadoria de coleções de paleovertebrados, com recuperação de informações das coleções com base em documentos históricos e intervenções curatoriais em fósseis. Tem experiência nas áreas de paleontologia de vertebrados, paleografia, curadoria e história das ciências. 

Publicado

2026-06-27