Comunicados


  Queridos associados,

  Essa longa mensagem se destina mais especificamente aos associados credenciados em Programas de Pós-Graduação da área de Biodiversidade da CAPES, sendo de menor (ou nenhum) interesse aos demais, que podem (se assim o desejarem) encerrar a leitura aqui! Aos demais, gostaria de aproveitar a oportunidade para pedir que se identifiquem (através de e-mail para langer.mc@gmail.com). Inclusive para embasar o pleito em anexo, seria importante saber quantos associados SBP são credenciados em Programas de Pós-Graduação da área de Biodiversidade da CAPES.

  Tendo em vista a recente divulgação (pela Coordenação da área de Biodiversidade da CAPES) de simulação da lista Qualis para o quadriênio vigente, a Diretora da SBP se comprometeu na Assembleia Geral realizada no XXIV Congresso Brasileiro de Paleontologia, no Crato-CE, em averiguar junto a tal Coordenação de Área os mecanismos subjacentes ao enquadramento dos periódicos de Paleontologia. O que se segue é uma explicação da dinâmica da lista Qualis da Biodiversidade, para o melhor entendimento da mesma pelos associados, seguido de uma proposta de alterações (em carta anexa) a ser encaminhada para a Coordenação da área de Biodiversidade da CAPES.

  Inicialmente, cabe lembrar que a lista Qualis é formada apenas por periódicos nos quais foram publicados artigos de pesquisadores credenciados em Programas de Pós-Graduação da área de avaliação em questão (no caso, a Biodiversidade). Esta está ainda incompleta no caso da simulação divulgada, pois inclui artigos publicados apenas no primeiro biênio (2013-2014) do quadriênio vigente. Por exemplo, revistas tradicionais como Paleobiology e Review of Palaeobotany and Palynology não fazem parte da lista, simplesmente porque nenhum pesquisador credenciado em algum Programa de Pós-Graduação da área de Biodiversidade publicou em tais periódicos entre 2013 e 2014. Se isso acontecer em 2015 ou 2016, tais periódicos farão parte da lista final do quadriênio.

  Uma vez parte da lista, os periódicos são enquadrados como "típicos", "aderentes" ou "externos", dependendo das categorias a que são vinculados pelo JCR/ISI-Web of Knowledge. Por sua vez, estas mesmas categorias foram também classificadas como "típicas", "aderentes" ou "externas" pela Coordenação da Área, tendo a Paleontologia ("Paleontology") sido considerada uma categoria apenas "aderente". Desta forma, um periódico como a Lethaia, que se enquadra apenas na categoria "Paleontology" é classificado como "aderente" enquanto o periódico Palynology que se enquadra nas categorias "Paleontology" e "Plant Sciences" é classificado como "típico", pois "Plant Sciences" é uma categoria considerada "típica" da área de Biodiversidade.

  Qual a consequência disso tudo? O enquadramento dos periódicos na lista Qualis da Biodiversidade tem como base dois índices distintos: o Fator de Impacto Proporcional do JCR-ISI e o "índice h" do SJR-Scopus. A diferença entre periódicos "típicos" e "aderentes" é que, se os dois índices indicarem enquadramentos diferentes, os periódicos "típicos" são enquadrados com base no maior e os "aderentes" com base no menor. Por exemplo, a nossa RBP (pertencente apenas à categoria "Paleontology") é enquadrada como Qualis "B3" pelo Fator de Impacto Proporcional JCR-ISI e como "B4" pelo "índice h"SJR-Scopus, recebendo enquadramento final de "B4". Se a categoria "Paleontology" fosse considerada "típica", a RBP também seria um periódico considerado "típico", recebendo Qualis final "B3"!

  Com base na lista Qualis divulgada, fizemos uma simulação que indica que 15 dos 21 periódicos de Paleontologia seriam mais bem enquadrados se "Paleontology" fosse considerada uma categoria "típica". De acordo com a Coordenação da área de Biodiversidade, a decisão de não considerar a Paleontologia uma categoria "típica" foi tomada no contexto de uma comissão composta em 2012 com representantes das quatro grandes subáreas (Botânica, Ecologia, Oceanografia Biológica e Zoologia) congregadas na então nova área de avaliação Biodiversidade.

  Dado esse cenário, a Diretoria SBP entende que vale a pena pleitear, junto à Coordenação da área de Biodiversidade, que "Paleontologia" figure como categoria "típica" para efeito do enquadramento nos periódicos na lista Qualis da área de Biodiversidade. Isso faria com que os paleontólogos credenciados em Programas de Pós-Graduação de tal área de avaliação não fossem prejudicados em relação aos colegas Botânicos, Zoólogos, Ecólogos e Oceanógrafos, no tocante à valorização de suas publicações. Par tanto, arrolamos argumentação em uma carta (em anexo aqui) a ser encaminhada à Coordenação da Área de Biodiversidade da CAPES.

  Neste momento, pedimos que os associados interessados avaliem tal carta, encaminhando sugestões até o final de setembro. Com base nestas, a Diretoria SBP irá confeccionar o texto final e encaminhar o pleito a CAPES.

  Atenciosamente,

  Max
 

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